Mantena inaugura primeira etapa de construção da APAC

A comunidade de Mantena, na região mineira do Rio Doce, deu um importante salto para o aprimoramento da Justiça criminal ao inaugurar no domingo (28/6) a primeira etapa da obra de construção da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) da comarca. A entidade tem um método de trabalho que prima pela humanização do cumprimento das penas.

O primeiro bloco inaugurado — um prédio que irá abrigar a área administrativa da unidade —, assim como uma segunda edificação, cuja obra deverá ser concluída dentro de dois meses, foram financiados pelo Judiciário mineiro, por meio de recursos oriundos de penas pecuniárias. O valor total repassado foi de R$ 800 mil.

“A criação de uma Apac é sempre bem-vinda em uma sociedade que prestigia a dignidade da pessoa humana. Estamos tentando sair de uma tradição de banimento dos condenados para uma época de resgate do ser humano, e a Apac tem uma ótima metodologia nesse sentido”, avalia o desembargador Júlio Cezar Guttierrez, que representou na solenidade o presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Nelson Missias de Morais.

Entusiasta da metodologia apaquiana, o desembargador Júlio Cezar Guttierrez, que é supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF) do Tribunal mineiro, teve papel importante nos esforços para a construção da unidade. Por isso, o bloco inaugurado conta com um auditório que foi batizado com o nome dele.

“Desde 2005, lutávamos para trazer uma unidade da Apac para Mantena, mas não conseguíamos. Foram muitas as dificuldades, e o desembargador Júlio Cezar Guttierrez veio se somar à nossa luta, tendo nos ajudado muito para essa conquista”, conta a presidente da unidade, Márcia Verly, explicando o motivo da homenagem.

Sobre a inauguração da primeira etapa da Apac de Mantena, a gestora declara que representa um passo importante para a realização de um antigo sonho. “Estamos caminhando aos poucos, e cada dia alcançamos um degrau. Agradeço a Deus por isso, pois o chefe é Ele; sou apenas uma funcionária que Ele escolheu para colocar aqui”, declara.

A gestora da Apac de Mantena lembra que a missão do método apaquiano é reintegrar à sociedade o ser humano que cometeu um crime. “Nós estamos aqui para estender a mão para esse preso, mostrar que ele é um ser humano e que é capaz de se recuperar”, ressalta.

De acordo com a presidente da unidade, a metodologia apaquiana busca oferecer uma nova vida e uma nova chance ao recuperando, mas os esforços vão além. “A Apac faz um trabalho muito bonito, que alcança também a família do réu e os familiares da vítima. Por isso, é uma honra para mim fazer parte disso”, declarou.

A UNIDADE

A Apac de Mantena terá um total de três blocos, construídos em um terreno com área de aproximadamente 25 mil metros quadrados. O primeiro bloco é o centro administrativo, inaugurado no domingo; o segundo, já em construção, será destinado ao regime semiaberto e terá 60 vagas; e o terceiro bloco, para o regime fechado, terá capacidade para 40 pessoas.

“Como a área onde a Apac de Mantena está sendo construída é muito extensa, nosso desejo é ter ali muitos espaços para o trabalho, como uma fábrica de blocos. Já temos também o projeto de uma horta, realizado por um engenheiro ambiental, para que ali possam ser produzidas hortaliças ao longo de todo o ano”, conta a presidente.

Entre outras possibilidades, ela cita também a expectativa de que o Centro de Reintegração Social (CRS), que leva o nome do idealizador da metodologia, o advogado Mário Ottoboni, abrigue também uma padaria e uma fábrica de móveis. O CRS é o espaço físico onde o método Apac ganha vida.

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