Processo de Beatificação

O que é?

Beatificação é o reconhecimento feito pela Igreja de que a pessoa a quem é atribuída foi fiel aos ensinamentos de Jesus Cristo, que se encontra junto de Deus, em que está em estado de graça, e pode interceder por aqueles que lhe recorrem em oração.

Atualmente as Dioceses têm autoridade para abrir um processo de beatificação. A causa de beatificação possui um bispo postulador, que atua como uma espécie de advogado, que investiga a vida do candidato para verificar seu testemunho de santidade.

Uma vez iniciado o processo, o candidato recebe o título de Servo de Deus. Na fase inicial, investiga-se as virtudes ou o martírio. Neste último caso, investiga-se as circunstâncias da morte em detalhes. Concluído o processo com parecer positivo, a pessoa é declarada Beata.

Fase Diocesana

Abertura do processo da Causa de Canonização de Franz de Castro
A Diocese de São José dos Campos abriu o processo da Causa de Canonização do Servo de Deus Franz de Castro Holzwarth. A solenidade aconteceu no dia 6 de março de 2009, às 15 horas, no Seminário de Filosofia, em São José dos Campos. Na sessão, foi feito o pedido para a introdução da causa, a aceitação por parte do bispo e a nomeação do Tribunal que irá investigar a fama de martírio e de santidade do Servo de Deus. O Tribunal diocesano é constituído pelos seguintes membros: padre Rogério Augusto das Neves, juiz delegado; padre Antônio Silva França,  promotor de Justiça; Regina Araújo, notária atuária e Irmã Diva Moura, notária adjunta.


Cerca de 300 pessoas, entre familiares de Franz de Castro, seus amigos, membros da Federação das APACs e lideranças da diocese, lotaram o auditório do seminário, para acompanhar a única sessão pública. A fase diocesana do processo seguiu em sigilo até o seu encerramento no dia 22 de dezembro de 2010. A duração do processo dependeu da quantidade de testemunhas ouvidas e das providências necessárias para a investigação. Nesta fase, testemunhas indicadas pelo postulador serão foram interrogadas pelos membros do tribunal, a fim de reunir documentação que foram enviadas para a Congregação das Causas dos Santos, na Santa Sé.  Para a causa de Franz de Castro, foi designado o padre Riccardo Petroni, em Roma; o postulador nomeou vice-postulador desta Causa, aqui na Diocese, o padre José Candido Pereira.

Fase Romana

Os documentos seguiram para o Vaticano, onde serão examinados pela Congregação das Causas dos Santos.

Justificativa Canônica

A causa de beatificação e canonização diz respeito a um fiel católico que em vida, na morte e depois da morte gozou de fama de santidade, vivendo de maneira heroica todas as virtudes cristãs; ou goza de fama de martírio porque tendo seguido mais de perto o Senhor Jesus Cristo, sacrificou a vida no ato do martírio”, (Art 4º parágrafo 1º, da Instrução para a realização dos inquéritos diocesanos ou das eparquias nas Causas dos Santos).

 “A fama de martírio é a opinião difundida entre os fieis acerca da morte padecida pelo Servo de Deus pela fé ou por uma virtude conexa com a fé” (Art. 4º parágrafo 2º da referida Instrução).

Diante disso, a Diocese de São José dos Campos, através de seu bispo diocesano, Dom Moacir Silva, após certificar-se entre uma parte significativa do Povo de Deus da fama de santidade e martírio do Servo de Deus, deu início ao Processo de Beatificação e Canonização do Servo de Deus Franz de Castro Holzwarth.

Documentos diversos pertencentes ao Servo de Deus, desde certidão de nascimento, batismo, crisma, escolaridade, textos elaborados para palestras aos detentos, revistas e publicações do fato ocorrido na época, dentre outros, foram entregues pela Comissão Histórica para a elaboração de todo processo.

Foram ouvidas mais de 30 testemunhas, dentre leigos, religiosos e familiares. As testemunhas, vinculadas por juramento a dizer a verdade e a manter sigilo de ofício, foram indicadas pelo Postulador, e outras, chamadas ex ofício pelo Juiz Delegado.

O TRIBUNAL

O tribunal é composto por:

Juiz delegado: Pe. Rogério Augusto das Neves
Promotor de Justiça: Pe. Antônio Silva França
Notaria Atuária: Regina Célia Oliveira de Siqueira Araújo
Notaria Adjunta: Ir. Diva Moura
Postulador: Padre Riccardo Petroni
Vice-postulador: Pe. José Cândido Pereira

Translado e Entronização dos restos mortais do Servo de Deus

No dia 12 de novembro de 2010, membros do Tribunal Diocesano constituído para o Processo de Beatificação e Canonização do Servo de Deus Franz de Castro Holzwarth, partem de São José dos Campos até Barra do Piraí, onde se encontravam seus restos mortais.

Em decorrência da morte de Dona Dinorah, mãe do Servo de Deus, no dia 10 de maio de 2010, houve necessidade de antecipar a exumação dos restos mortais de Franz de Castro, que cuidadosamente foi colocado numa urna plástica, na cor branca e recolocada no túmulo da família em Barra do Piraí.

No cemitério da cidade, que se encontrava repleto de fieis, após cumprimentos iniciais, o assessor do postulador, padre Paolo Lombardo, autorizou o início dos trabalhos. A equipe dos funcionários do cemitério removeram a lápide e retiraram a urna que continha os restos mortais do Servo de Deus. Uma grande emoção tomou conta de todos os presentes. Como requer a ocasião, somente a família e os amigos presenciaram a retirada da lápide.  Diversos jornalistas presentes aguardavam à distância, para registrar cada etapa do traslado.

A urna foi envolvida numa toalha de linho branco e conduzida pelos fieis e pelos membros do Tribunal, com orações e cantos, até a Igreja Matriz da cidade.

A celebração de despedida dos restos mortais foi conduzida pelo reverendíssimo pároco, padre Leandro e padre Antonio.

Ao final, a urna foi transportada para a Igreja Matriz São José, na cidade de São José dos Campos, onde o Servo de Deus viveu seus últimos e marcantes anos de vida.

Após reconhecimento e identificação efetuados pelo nobre Dr. Wilson Salgado, os restos mortais foram submetidos a um tratamento especial evitando assim sua deteriorização. Numa outra etapa, foram cuidadosamente depositados numa urna de acrílico, confeccionada exclusivamente com divisórias e preparada com cânfora, que foi lacrada com o selo do Senhor Bispo. Em seguida foi colocada dentro de uma outra urna de madeira maciça.

No dia 17 de novembro de 2010, às 10hs, foi celebrada uma cerimônia solene presidida pelo Senhor Bispo Diocesano, Dom Moacir Silva, que, ao final, conduziu a urna até o túmulo preparado no final da Igreja Matriz, de fácil acesso aos fieis, juntamente com o assessor do Postulador, pe. Paolo Lobardo, pelos membros do Tribunal constituído para a causa, o Juiz Delegado, pe. Rogério Augusto das Neves; o Promotor de Justiça, pe. Antonio Silva França; o Vice-Postulador da Causa, pe. José Cândido Pereira, a notária atuária, Regina Célia Araújo e a notária adjunta, irmã Diva Moura, além de autoridades, familiares, fieis e amigos. 

Os documentos legais da entronização foram colocados na urna e o túmulo de granito foi lacrado, tornando-o local de visitação e oração.

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