APAC de Nova Lima fabrica e doa máscaras para várias entidades

"As mãos que um dia cometeram crimes, hoje ajudam a salvar vidas"

Conscientes dos transtornos e desafios trazidos pela pandemia do novo Corona vírus, com o objetivo de ajudar a minimizar a proliferacão do vírus, a APAC de Nova Lima criou um projeto para produção de máscaras, com objetivo de doá-las à instituições de saúde, lares se idosos, poder público, população de risco e vulnerabilidade social.
Inicialmente, os recuperandos trabalhando nas próprias instalações da APAC, conseguiram prosuzir ao todo 15 mil unidades, doadas para Hospitais, Postos de saúde, Lar dos Idosos, Casa de Maria (Aglomerado da Serra) Instituto Mário Pena, Polícia Militar, Polícia Cívil, Min. Público, Fórum da Comarca de Nova Lima.

Com o apoio da AVSI conseguimos adquirir máquinas e equipamentos, aumentando significativamente nossa capacidade produtiva, incluindo mais recuperandos no processo, bem como a qualidade do produto final. Além de tudo essas máscaras são reutilizáveis, diminuindo o impacto no meio ambiente com o descarte ocasionado com as máscaras de TNT. Outro ponto positivo desse projeto é a capacitação profissional onde muitos recuperandos estão se encontrando em uma nova profissão.

Agradecemos a Deus pela vidas de todos: funcionários e voluntários da AVSI, e por acreditarem que todo ser humano é capaz de se arrepender e se recuperar e merece uma segunda chance. Agradecimentos especiais a FBAC, FÓRUM DE NOVA LIMA E MINISTÉRIO PÚBLICO.

Ricardo Alves, presidente da APAC de Nova Lima

Recuperandos da APAC de Porto Alegre participam de curso online da Fiocruz sobre Covid-19 e saúde no sistema prisional

Recuperandos da APAC de Porto Alegre participam de curso gratuito online, oferecido pela FIOCRUZ.

 

O curso

curso de atualização autoinstrucional para o Enfrentamento da Covid-19 no Sistema Prisional é oferecido na modalidade à distância. Ele é composto de duas unidades – Coronavírus e o sistema prisional e Plano de Contingência no ambiente prisional –, com carga horária total de 15h.

PROGRAMA

1) Coronavírus e o sistema prisional:

      I. Sistema prisional em tempos de pandemia

      II. Doenças respiratórias prevalentes e o coronavirus 

2) Plano de Contingência no ambiente prisional:

     I. Vigilância de síndromes respiratórias

     II. Investigação de surtos

     III.Medidas de biossegurança e de mitigação da Covid-19 no ambiente prisional

     IV.Medidas sanitárias

INSCRIÇÕES 

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas neste link: Inscreva-se já!

SAIBA MAIS

Saiba mais sobre o curso clicando aqui.

 

 

1) Coronavírus e o sistema prisional:

I. Sistema prisional em tempos de pandemia

II. Doenças respiratórias prevalentes e o coronavirus

2) Plano de Contingência no ambiente prisional:

I. Vigilância de síndromes respiratórias

II. Investigação de surtos

III.Medidas de biossegurança e de mitigação da Covid-19 no ambiente prisional

IV.Medidas sanitárias

APAC de Perdões inaugura sala de informática

APAC de Perdões recebe visita do Diretor Geral da FBAC, Valdeci Ferreira, e inaugura sala de informática!

A sala irá atender os alunos que irão cursar o Ensino Superior ,na modalidade EAD, em parceria a Faculdade Pitágoras. Serão 07 alunos, que irão cursar Empreendedorismo, Logística e Serviços Jurídicos.

Nosso agradecimentos aos parceiros e voluntários que doaram os computadores, Sra. Lívia Nonato, Prefeitura Municipal de Perdões e à FBAC - Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados, que em parceria com o Serviço Social do Comercio - SESC/MG, fizeram esta importante contribuição.

APACs superam a marca de um milhão de máscaras

As mãos que outrora, cometeram toda sorte de delitos e atos de violência, agora são mãos que manejam as máquinas de costura, as agulhas e os carreteis de linhas, produzindo máscaras de proteção contra a pandemia.

As APACs, em vários estados brasileiros, superaram a marca de produção de um milhão de máscaras faciais. Os trabalhos começaram de forma tímida, com poucos recursos, sem muita técnica ou maquinário. Entretanto, ao longo dos meses, com a contribuição de vários parceiros - Tribunais de Justiça, Instituto Minas pela Paz, Fundação AVSI, União Europeia, AngloGold, Ashanti, Cedro Têxtil, Brazil Foundation, SESC/MG, Conferência Episcopal Italiana, Banco Itaú e outros - portas foram se abrindo e as APACs se aperfeiçoaram e se profissionalizaram na arte de confecção de máscaras faciais.

Atualmente, mais de 500 recuperandos e recuperandas trabalham diariamente na produção, e as máscaras são doadas para secretarias municipais, hospitais, asilos, escolas, sistema prisional comum, instituições filantrópicas, igrejas, familiares dos recuperandos, funcionários das APACs, etc.

 

"Me sinto útil produzindo máscaras, porque sei que com este trabalho estou ajudando a preservar e a salvar vidas!" Disse um dos recuperandos que trabalham na confecção de máscaras.


Sobre a APAC

A APAC é uma entidade civil de direito privado, sem fins lucrativos, que aplica uma terapêutica penal própria, denominada «Método APAC». Ela é amparada pela Constituição Federal e pela Lei de Execução Penal. Possui seu Estatuto padrão, resguardado pelo Código Civil Brasileiro.
O objetivo da APAC é promover a humanização das prisões, sem perder de vista a finalidade punitiva da pena. Seu propósito é recuperar o preso, proteger a sociedade, socorrer as vitimas e promover a justiça restaurativa, reduzindo assim a reincidência no crime e a redução de custos. Sua filosofia é matar o criminoso e salvar o homem.

Atualmente no Brasil, mais de 50 APACs já administram o Centro de Reintegração Social sem o concurso da polícia e dezenas de APACs se encontram em diversos estágios de implantação.

 

 

Morre Dom Pedro Casaldáliga, grande apoiador das APACs

"Me marcou saber que Dom Pedro era uma pedra no sapato dos poderosos."

 

Aos 93 anos, faleceu na manhã deste sábado, 8 de agosto, o Bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia (MT), dom Pedro Casaldáliga. Dom Pedro, que foi um defensor dos direitos humanos e dos mais pobres, estava internado em um hospital de Batatais (SP) com insuficiência respiratória e agravamento do Parkinson.

Amigo de Dr. Mário Ottoboni, Dom Pedro visitou a APAC de São José dos Campos inúmeras vezes. Caminhava entre os recuperandos, dialogava, escutava, ajudava e celebrava com eles. "Aqui na APAC o Reino de Deus se concretiza, pois o cego vê, o surdo escuta e a liberdade é proclamada ao cativo." Afirmou Dom Pedro Casaldáliga em uma visita à APAC, em janeiro de 1998.

"Quando conheci Dom Pedro Casaldáliga, sua fama chegou primeiro: um homem que dava a vida pelos pobres. Me marcou saber que ele era uma pedra no sapato dos poderosos, que só pensavam em si. Eu estava com problemas sérios nos olhos. Quase não enchervaga. Tive a oportunidade de conversar com ele e explicar sobre minha situação, que já cumpria pena há anos e ainda estava longe de ganhar a liberdade. Dom Pedro era um homem que sempre se deixava tocar pela dor das pessoas. Comigo não foi diferente. Ele foi embora e depois de poucos meses recebi a notícia de que estava agendado para mim um transplante de córnea em Brasília. Foi graças a ele e seu empenho que consegui este transplante. É um dia triste hoje. Estou muito triste, triste, triste! Mas tenho certeza de que o céu está muito feliz. Todas as vezes que ele encontrar com Jesus, tenho a certeza de que irá dizer: 'lembre dos sofridos, lembre dos que são torturados.' Estamos juntos, irmão e companheiro, Dom Pedro Casaldáliga." Afirmou Roberto Donizetti, Diretor Executivo de Metodologia da FBAC.

Profeta diante das injustiças, amigo dos pobres, anunciador do Reino de Deus e fiel defensor dos direitos humanos, o exemplo de Dom Pedro Casaldáliga e sua dedicação sem medidas nos convoca a dar o melhor de nós mesmos, acreditar incondicionalmente na recuperação do ser humano e doar-nos inteiramente para esta missão.  

A FBAC e todas as APACs louvam a Deus pelo Dom da Vida de Dom Pedro Casaldáliga e sabe que, assim como Franz de Castro e Dr. Mário Ottoboni, Dom Pedro pode agora descansar em Paz no Reino de Deus, que tanto acreditou e anunciou para todos os povos. 

Biografia

Dom Pedro Casaldáliga nasceu em Balsareny, na província de Barcelona, na Espanha, no dia 16 de fevereiro de 1928. Ingressou na Congregação Claretiana (Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria) em 1943, sendo ordenado sacerdote em Montjuïc, Barcelona, no dia 31 de maio de 1952. Depois de ordenado, foi professor de um colégio claretiano em Barbastro, assessor dos Cursilhos de Cristandade e diretor da Revista Iris.

Em 1968, mudou-se para o Brasil para fundar uma missão claretiana no Estado do Mato Grosso, uma região com um alto grau de analfabetismo, marginalização social e concentração fundiária (latifúndios), onde eram comuns os assassinatos.

Foi nomeado administrador apostólico da prelazia de São Félix do Araguaia (MT) no dia 27 de abril de 1970. O Papa Paulo VI o nomeou bispo prelado de São Félix do Araguaia no dia 27 de agosto de 1971. Sua ordenação episcopal deu-se a 23 de outubro de 1971, pelas mãos de Dom Fernando Gomes dos Santos, Arcebispo de Goiânia, de Dom Tomás Balduíno, OP, e Dom Juvenal Roriz, CSSR.

 

Sua atividade como bispo teve as seguintes características:

1. Evangelização, vinculada à promoção humana e à defesa dos direitos humanos dos mais pobres;

2. Criação de comunidades eclesiais de base com líderes que sejam fermento entre os pobres;

3. Encarnação na vida, nas lutas e esperanças do povo;

4. Estrutura participativa e corresponsável na diocese.

 

Seu episcopado:

Como bispo adotou como lema para sua atividade pastoral: Nada possuir, nada carregar, nada pedir, nada calar e, sobretudo, nada matar. É poeta, autor de várias obras sobre antropologia, sociologia e ecologia.

Na década de 1970, ajudou a fundar o Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Dom Pedro foi alvo de inúmeras ameaças de morte. A mais grave, em 12 de outubro de 1976, ocorreu em Ribeirão Cascalheira (Mato Grosso). Ao ser informado que duas mulheres estavam sendo torturadas na delegacia local, dirigiu-se até lá acompanhado do padre jesuíta João Bosco Penido Burnier. Após forte discussão com os policiais, o padre Burnier ameaçou denunciá-los às autoridades, sendo então agredido e, em seguida, alvejado com um tiro na nuca. Naquele lugar foi erguida uma igreja.

No ano 2000, foi agraciado com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Campinas. Em 13 de setembro de 2012, recebeu honraria idêntica da Pontifícia Universidade Católica de Goiás.

Dom Pedro, que sofria do mal de Parkinson, apresentou sua renúncia à Prelazia, conforme o Can. 401 §1 do Código de Direito Canônico, em 2005. No dia 2 de fevereiro de 2005, o Papa João Paulo II aceitou sua renúncia ao governo pastoral de São Félix. Dom Pedro Casaldáliga, o primeiro prelado de São Félix, foi sucedido por Dom Frei Leonardo Ulrich Steiner OFM.

Dom Pedro Casaldáliga nasceu em Balsareny, na província de Barcelona, na Espanha, no dia 16 de fevereiro de 1928. Ingressou na Congregação Claretiana (Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria) em 1943, sendo ordenado sacerdote em Montjuïc, Barcelona, no dia 31 de maio de 1952. Depois de ordenado, foi professor de um colégio claretiano em Barbastro, assessor dos Cursilhos de Cristandade e diretor da Revista Iris.

Em 1968, mudou-se para o Brasil para fundar uma missão claretiana no Estado do Mato Grosso, uma região com um alto grau de analfabetismo, marginalização social e concentração fundiária (latifúndios), onde eram comuns os assassinatos.

Foi nomeado administrador apostólico da prelazia de São Félix do Araguaia (MT) no dia 27 de abril de 1970. O Papa Paulo VI o nomeou bispo prelado de São Félix do Araguaia no dia 27 de agosto de 1971. Sua ordenação episcopal deu-se a 23 de outubro de 1971, pelas mãos de Dom Fernando Gomes dos Santos, Arcebispo de Goiânia, de Dom Tomás Balduíno, OP, e Dom Juvenal Roriz, CSSR.

Sua atividade como bispo teve as seguintes características:

Evangelização, vinculada à promoção humana e à defesa dos direitos humanos dos mais pobres;

Criação de comunidades eclesiais de base com líderes que sejam fermento entre os pobres;

Encarnação na vida, nas lutas e esperanças do povo;

Estrutura participativa e corresponsável na diocese.

Como bispo adotou como lema para sua atividade pastoral: Nada possuir, nada carregar, nada pedir, nada calar e, sobretudo, nada matar. É poeta, autor de várias obras sobre antropologia, sociologia e ecologia.

Na década de 1970, ajudou a fundar o Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Dom Pedro foi alvo de inúmeras ameaças de morte. A mais grave, em 12 de outubro de 1976, ocorreu em Ribeirão Cascalheira (Mato Grosso). Ao ser informado que duas mulheres estavam sendo torturadas na delegacia local, dirigiu-se até lá acompanhado do padre jesuíta João Bosco Penido Burnier. Após forte discussão com os policiais, o padre Burnier ameaçou denunciá-los às autoridades, sendo então agredido e, em seguida, alvejado com um tiro na nuca. Naquele lugar foi erguida uma igreja.

No ano 2000, foi agraciado com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Campinas. Em 13 de setembro de 2012, recebeu honraria idêntica da Pontifícia Universidade Católica de Goiás.

Dom Pedro, que sofria do mal de Parkinson, apresentou sua renúncia à Prelazia, conforme o Can. 401 §1 do Código de Direito Canônico, em 2005. No dia 2 de fevereiro de 2005, o Papa João Paulo II aceitou sua renúncia ao governo pastoral de São Félix. Dom Pedro Casaldáliga, o primeiro prelado de São Félix, foi sucedido por Dom Frei Leonardo Ulrich Steiner OFM.

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